Jornalista Aureliana Gomes descreve as dores de peregrinar a pé até Fátima e onde se vão buscar forças para superar as dificuldades do caminho…


Foram longos dias de caminhada alicerçada na fé. Três centenas de peregrinos, entre os quais Aureliana Gomes, jornalista felgueirense, chegaram esta segunda-feira ao Santuário de Fátima.
Pelo caminho, muito suor, lágrimas, esforço, estoicidade, emoção, oração e a vontade inabalável de concluir uma jornada dura, mas que vale a pena quando a fé é tudo menos pequena.
“Questionamos a dor, as bolhas, o cansaço, mas basta lembrar Jesus e quanto sofreu por amor, amor a cada um de nós”, para ganhar alento e prosseguir a jornada, disse Aureliana Gomes.
“Cada experiência faz-nos mais fortes, mais crentes, mais confiantes, mais amigos de Jesus. Deixemos que Deus nos guie”. Palavras da jornalista da CMTV que são uma espécie de ato de fé e grito de superação dos peregrinos do grupo.


Cada etapa parece tornar o caminho mais difícil. Dias e dias a caminhar fazem os ossos estremecer, os músculos tremer e o corpo dá sinais, mas a fé supera tudo.
“As dores fazem trincar os lábios, o cansaço é inexplicável, há alguma emoção à flor da pele”, explica, lembrando que quem caminha é humano e sente os efeitos de um esforço que, por vezes, parece atingir os limites da capacidade humana.
Esta segunda-feira chegaram, emocionados, ao Santuário de Fátima. Cansados, mas com o coração cheio e a missão cumprida, finalmente podem curar as mazelas do corpo e as da alma.
“Estamos na casa da Mãe e, acima de tudo, estamos mais próximos uns dos outros.”




