Rui Santos, jogador felgueirense do GD Chaves, realizou uma temporada de bom nível no Campeonato da 1ª Divisão nacional de Sub-19 aos serviço dos flavienses. As boas prestações não passaram despercebidas e o atleta está na mira de vários clubes agora que irá fazer a primeira época como sénior .
Eis a entrevista a Rui Santos.


Que balanço fazes da época que terminou?
Faço um balanço agridoce desta época. A nível pessoal, sinto que foi um ano importante para a minha evolução, em que consegui ganhar minutos, assumir responsabilidades e crescer enquanto jogador. Acabei por descobrir a minha verdadeira posição dentro de campo e fui conquistando o meu lugar desde a pré-época.
No entanto, o mais importante é sempre o coletivo e, infelizmente, o objetivo que tínhamos definido para a época não foi alcançado. Isso deixa-nos naturalmente desiludidos mas com a perfeita consciência de que acordamos tarde. Depois de uma primeira fase muito negativa, tentamos inverter o cenário na fase de manutenção e foi por muito pouco que não o conseguimos fazer.
Foi uma temporada exigente e de afirmação?
Sim, claramente uma época muito exigente. Nova cidade, nova equipa técnica, novos colegas de equipa, novo contexto competitivo. Apesar destas variáveis tinha perfeita noção das capacidades que tinha e da vontade que tinha em representar um clube histórico como é o GD Chaves.
“Acabei por me afirmar, tornando-me um dos capitães e correspondi às minhas expectativas individuais, tendo feito praticamente todos os jogos como titular”
Sabia de antemão que partia um pouco atrás dos outros por ter chegado um pouco mais tarde ao plantel, mas partia também com a certeza de que seria uma questão de tempo para ganhar o lugar.
Acabei por me afirmar, tornando-me um dos capitães e correspondi às minhas expectativas individuais, tendo feito praticamente todos os jogos como titular. Além disso, como disse anteriormente, a partir da fase de manutenção descobri que a minha verdadeira posição era a lateral e é claramente a posição que me faz sentir mais confortável em campo. Agradeço muito ao mister Gustavo e à restante equipa técnica por terem apostado em mim e por perceberem que tinha potencial para desempenhar novas funções.


Disputar um campeonato nacional ajudou na tua evolução?
Claro que sim. Já tinha tido a experiência de competir numa 1.ª divisão nacional, na altura nos Iniciados. Mas, claro que à medida que os escalões avançam, torna-se cada vez mais complicado disputar cada jogo deste nível. Mas, como disse anteriormente, sabia que tinha total capacidade e confiava muito naquilo que podia fazer. Também sabia da responsabilidade que carregava pois qualquer atleta da minha idade tem o objetivo de jogar na maior divisão de Juniores do nosso país. Experiência exigente mas muito positiva e estou muito feliz com o que consegui mostrar ao longo desta época.
O que esperas da nova época, sabendo-se que há vários clubes interessados na tua contratação?
Espero uma época exigente num contexto ainda mais competitivo por ser o meu primeiro ano de sénior. Sabendo disso, estou já a prepará-la da melhor forma e tenho sido acompanhado por excelentes profissionais tanto a nível físico como a nível técnico para que corra tudo pelo melhor. Felizmente tenho tido algumas abordagens, mas sei que tenho que tomar a decisão com a consciência de qual será a melhor para o meu futuro.
Gostarias de abraçar um projeto no Campeonato de Portugal ou na Liga 3?
Claro que uma Liga 3 ou um Campeonato de Portugal tem muitos projetos aliciantes e atrativos para os atletas que querem iniciar o seu percurso no futebol sénior. Contudo há também a Liga Revelação que tem vindo a exportar muitos atletas para o futebol profissional nos últimos anos. Mas, sim o objetivo passa por uma desses três contextos, sabendo que darei o meu melhor no projeto que abraçar.


