Escritor e investigador José Carlos Pereira alerta em Coimbra sobre os perigos de um novo holocausto

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O escritor e investigador natural de Felgueiras fundamentou este projeto cultural tendo em conta a fase atual da história do mundo, em que a paz e o humanismo são postos em causa face à falência de certos modos e linguagens, sendo necessário descobrir-se a seriedade na comunicação entre as pessoas. “A tertúlia, inspirada no humanismo de Paul Ricoeur, presta homenagem ao filósofo francês, que conheceu a pessoa concreta e as vontades falíveis a partir da sua prisão em campos de concentração no período do holocausto”, explica.

A edição deste ano do Ciclo Mimesis, da Universidade de Coimbra, aprovou um projeto de iniciativa cultural idealizado pelo escritor e investigador José Carlos Pereira, natural de Felgueiras, em homenagem ao filosófico francês Paul Ricoeur (1913-2005), autor de “Metáfora Viva” e “Tempo e narrativa”, humanista que conheceu os campos de concentração nazis tido como um exemplo transmissor de paz e humanismo.

Intitulada “Ricoeur e as metáforas vivas do mundo – Tertúlia de homenagem a Paul Ricoeur (1913-2005)”, a iniciativa realiza-se, com entrada livre, no próximo sábado, dia 16, pelas 15h30, no Centro Cultural Penedo da Saudade, em Coimbra, na qual participarão, além do escritor felgueirense, outros cinco poetas e um músico: Amélia Vieira, Catarina Canas, Filipa Vera Jardim, João Rasteiro, Leocádia Regalo e o conhecido construtor de instrumentos musicais Fernando Meireles.

José Carlos Pereira fundamentou este projeto cultural tendo em conta a fase atual da história do mundo, em que a paz e o humanismo são postos em causa face à falência de certos modos e linguagens, sendo necessário descobrir-se a seriedade na comunicação entre as pessoas. “A tertúlia, inspirada no humanismo de Paul Ricoeur, presta homenagem ao filósofo francês, que conheceu a pessoa concreta e as vontades falíveis a partir da sua prisão em campos de concentração no período do holocausto. Os intervenientes abordarão a poesia atual enquanto metáfora viva, ou seja, a renovação da inquietude pacífica no modo e no tempo de sobreaviso e de anamorfoses emergentes, no 2.º quaternário do século XXI”, explica.

Associaram-se à Universidade de Coimbra como entidades coorganizadoras, o Centro Cultural Penedo da Saudade, que pertencente ao Instituto Politécnico de Coimbra; o Conservatório de Artes de Felgueiras; e o movimento cultural Tertúlias Itinerantes. A iniciativa conta com a colaboração da União de Freguesias de Margaride, Várzea, Lagares, Varziela e Moure, e da Fábrica de Pão de Ló de Margaride – Leonor Rosa da Silva.

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