60 participantes na Oficina de Artes e Direitos Humanos do Gritah

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A Escola de Vilar em Borba de Godim, acolheu a 5ª edição da Oficina de Artes e Direitos Humanos, uma iniciativa promovida pelo GRITAH – Grupo de Intervenção e Ação Humanitária, que reuniu mais de 60 participantes num encontro de arte, reflexão e mobilização cívica.

Sob o mote “Todos temos um papel!”, a iniciativa convidou a comunidade a participar num encontro de criação artística e reflexão sobre os Direitos Humanos, utilizando o papel como símbolo de memória, participação e transformação coletiva. Este material remete também para os primeiros anos do GRITAH, em que a mobilização da comunidade na recolha de papel e cartão ajudou a lançar as bases do projeto solidário que hoje continua a crescer.

A oficina foi acompanhada pelo diretor artístico das Oficinas de Artes e Direitos Humanos do GRITAH, Jozé Sabugo, ator, encenador e storyteller, que tem conduzido este percurso artístico e pedagógico ao longo das várias edições. A iniciativa integrou também a construção de uma escultura em papel, desenvolvida em colaboração com a artista plástica Eva Couteiro e contando ainda com o contributo da professora Ana Paula Miranda, docente de Artes Visuais da Escola Secundária da Lixa, na construção de outros materiais em papel. A escultura simboliza o abraço como gesto de cuidado, compromisso e transformação, apelando à construção coletiva de um mundo mais justo e brevemente será apresentada ao público.

Ao longo do dia, o evento reuniu pessoas de várias idades, reforçando a dimensão intergeracional, destacando-se também o almoço comunitário muito participado, que reforçou o espírito de proximidade e partilha que caracteriza o projeto. 

Para o GRITAH, esta edição representou um momento simbólico e um marco importante numa nova fase do projeto. Após vários anos de mobilização comunitária e atividades culturais, a ONGD prepara-se agora para dar início à construção de uma escola na Guiné-Bissau, reforçando o seu compromisso com a promoção do direito à educação.

A Oficina de Artes e Direitos Humanos afirmou-se assim como um espaço de encontro, memória e projeção de futuro, reafirmando o papel da arte, da educação e da participação comunitária na construção de uma sociedade mais consciente e solidária, porque quando a comunidade se une em torno de um propósito comum, aquilo que parecia utopia começa a ganhar forma e a tornar-se realidade.

Nos próximos meses, o GRITAH dará continuidade a esta nova fase através de várias iniciativas públicas, incluindo uma campanha de angariação de fundos e evento de sensibilização, que visam envolver a comunidade e parceiros institucionais no apoio ao projeto na Guiné-Bissau. 

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